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13 de dez. de 2024

Leituras de novembro (quase que no singular de novo)

Em novembro fiz o que estava querendo fazer há um tempo e reli Paixão Simples, da Annie Ernaux. Depois disso li O Jovem, também da Ernaux. Se Paixão Simples é um livro curto, com 61 páginas, esse é menor ainda, com 56 páginas. E só 30 delas são de texto, o resto é dedicado à fotografias da autora -- a primeira foto, inclusive, é a mesma da capa de Paixão. Francamente, acho que tudo poderia ter sido um livro só, levando em consideração que são dois textos curtos (nenhum deles é dividido em capítulos, apesar de ter quebras de texto ao longo de ambos) e que tratam de temas em comum: o processo de escrita, desejo, tempo, memória...

Eu aproveitei que em novembro teve promoção no site da Travessa e comprei alguns títulos da Ernaux, O Jovem incluso. Só depois fui ver que a Todavia lançou um box lindíssimo com todos os livros dela que eles publicaram aqui no Brasil e quase espumei pela boca dentro da livraria (hipérbole).

5 de nov. de 2024

Leitura de outubro (sim, no singular)

Gostaria de poder falar que esse mês minhas leituras não renderam porque estive ocupada com as leituras acadêmicas, ou porque estive atarefada com compromissos do trabalho. Talvez porque finalmente iniciei aquela aula de desenho que venho sonhando a tempos e agora passo todo o meu tempo livre rascunhando. Porque voltei a caminhar todo dia, porque comecei até a correr. Porque larguei tudo e fui fazer um mochilão pela América Latina, porque resolvi virar monge, porque estou apaixonada demais para ler... 

(O chato é que eu escrevi isso tentando ser engraçadinha, mas percebi que tudo isso depende só de mim, até as coisas que aumentei para fins cômicos -- para a tentativa de um fim cômico, pelo menos. Agora estou me sentindo menos engraçadinha. Bom, pelo menos sou self-aware... Que? A leitura de outubro? Ah é, claro, o motivo de eu ter iniciado esse post. Vamos lá.)

Comprei Paixão Simples, da Annie Ernaux, no início de outubro. O livreiro, quando me viu com ele na mão, recomendou muitíssimo a leitura e profetizou que eu iria iniciar e terminar no mesmo dia da compra -- é um livro curtinho, 61 páginas, então não foi uma façanha muito difícil. Paixão Simples, publicado inicialmente em 1991, vai tratar do caso que a autora viveu com um homem casado e mais novo. No fundo, o livro não é sobre o caso, nem sobre o homem e nem sobre a própria autora; no final da página 60, lemos: "Ele me disse 'você não vai escrever um livro sobre mim'. Ora, mas não escrevi um livro sobre ele, nem sobre mim mesma. Apenas expressei com palavras -- que talvez ele nem leia, e não são destinadas a ele -- o que a existência dele, por si só, me trouxe. Um tipo de dom reverso".

Está arriscadíssimo que Paixão Simples seja o melhor livro que li em 2024. Inclusive, estou doida para reler, o que quase fiz logo no dia seguinte que concluí a leitura pela primeira vez. Não estou escrevendo isso aqui para ser uma resenha, é só o post da leitura do mês (ou seja, é pra ser breve), mas essa leitura me deixou completamente embasbacada e eu recomendo demais da conta, mesmo. Ernaux tem uma escrita extremamente precisa, sem rodeios, mas com uma expressividade e alcance imensos. Foi realmente um livro delicioso de se ler.

A edição é da Editora Fósforo -- muito caprichada, papel Pólen Bold 90 g/m², com um projeto gráfico que também marca os outros livros da autora lançados pela casa, pra todo mundo ficar combinando na estante. A tradução é da Marília Garcia, que também traduziu outras obras da Ernaux.

Annie Ernaux ganhou o Nobel de Literatura em 2022 e eu só fui ler alguma coisa dela agora. Sendo assim, podemos supor que eu só vou colocar as mãos em um livro da Han Kang em 2026.

2 de out. de 2024

Leituras de agosto e setembro

Nos últimos meses tenho andado desleixada quando se trata de leituras. Para contornar essa situação decidi tentar voltar ao ritmo de pessoa-que-lê-nas-horas-vagas-ao-inves-de-ficar-olhando-para-uma-tela com umas leituras mais curtas, só pra me lembrar de como é ler um livro. Sendo assim, em agosto li

- Ideias para adiar o fim do mundo (Companhia das Letras, 2019) do Ailton Krenak. Do Krenak eu nunca tinha lido nada, então comecei pelo mais famoso, que coincidentemente era o que estava dando mosca no sebo. O Ideias... é a reunião das adaptações de duas palestras e uma entrevista; três textos, no total. Particularmente, acho que ouvir o Krenak palestrar deve ser mais cativante do que ler a palestra, mesmo que adaptada. Um texto que foi produzido para ser discursado para uma plateia geralmente não tem o mesmo efeito quando a gente lê na sala da nossa casa. Ainda assim, foi bom ler o Krenak e finalmente conhecer mais da pauta que ele defende.

***

Já no início de setembro entrei de férias, o que significa que a leitura rendeu. Viajei, levei cinco livros comigo e consegui ler todos os cinco. Isso só confirmou minha suspeita de que talvez o ideal seja eu largar todos os meus compromissos e virar uma eremita que vive apenas de leitura. Comecei o mês com  

- O céu dos suicidas (Alfaguara, 2012), do Ricardo Lísias, autor que eu não conhecia. O livro foi comprado esse ano, o clássico vi num sebo, o título me chamou atenção, etc. A trama trata de um colecionador, há anos sem ter uma coleção, que deve lidar com o suicido de seu melhor amigo. É meio tosco resumir um livro em uma frase, mas é esse o acontecimento que desencadeia toda a narrativa. O livro tem capítulos bem curtinhos, que não ultrapassam duas páginas -- o que combina com um colecionador de selos e tampinhas de garrafa, miudezas -- e por conta disso a leitura flui bem rápido. Não foi uma leitura que me conquistou, confesso, mas gostei de conhecer a escrita do Lísias e espero ler outro livro dele no futuro. Depois li

- Bambino a Roma (Companhia das Letras, 2024), do queridíssimo Chico Buarque. Esse eu estava super animada para ler; é lançamento e também o segundo do Chico que leio esse ano. Bambino..., que traz na capa a indicação "FICÇÃO" logo abaixo do título, apresenta dois anos de uma infância em Roma que se constrói através da memória, do real e do imaginário. Não é de hoje que Chico faz esse jogo entre memória e esquecimento -- e, consequentemente, aí entra o imaginário, que completa as lacunas. Eu queria falar mais sobre esse livro (que eu gostei demais), mas, francamente, no momento me faltam palavras e esse post tem que sair logo. Desculpa, Chico!

- Auto-retrato e outras crônicas (Record, 1989), do Drummond. Ou melhor, finalizar a leitura. Eu tinha iniciado ele em abril (!!!), mas as circunstâncias da vida (leia-se desanimo total) me fizeram deixar ele de lado. A seleção das crônicas foi feita pelo Fernando Py, tendo como fontes a revista Leitura, o Correio da Manhã e o Jornal do Brasil. As crônicas, organizadas por ordem de publicação, abrangem os anos de 1943 até 1970, mas a maioria delas é da década de 60. Como todo bom cronista, Drummond compõe um delicado retrato daquilo que era o mundo na época, como no caso de "Ontem, em casa de Anibal...". Destaque para "Chuva no papel" e "Os dias escuros", que falam das chuvas no Rio de Janeiro (nada mudou); "Coração de moça", sobre transplante de órgãos; e "A Banda", que é exatamente sobre o que você está pensando.

- Dois irmãos, do Milton Hatoum (Companhia de Bolso, 2006). Não tenho muito o que falar desse aqui (desculpa) além de que estou satisfeita demais por ter lido um livro que parece que todo mundo leu menos eu. Gostei da leitura. Agora vou ir atrás da adaptação em quadrinhos dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.

- Pernoite (Martins Fontes/FUNARTE, 1989), do Antônio Maria. O Maria é um dos meus grandes queridinhos quando se trata de crônica (o outro é o Braga, claro). Esse foi um achado de sebo, e fiquei curiosa para ver se nele tinha crônicas que não entraram em Vento Vadio (Todavia, 2021), ótima antologia do Maria organizada pelo Guilherme Tauil. A resposta é sim, tem crônicas que não estão no outro livro (ou melhor, Vento Vadio traz novas crônicas que não estão em Pernoite), mas acho que por um bom motivo: Maria tem crônicas melhores do que essas. A proposta de Pernoite é trazer uma seleção das crônicas publicadas pelo Maria numa coluna de mesmo nome, mas, francamente, da seleção apresentada quase nenhuma se destaca. Se você quer conhecer o Antônio Maria, ou quer conhecer ele melhor, recomendo mesmo Vento Vadio, que é um trabalho muitíssimo cuidadoso do Tauil e uma excelente apresentação ao Maria (mas também dá para dar uma olhada nas crônicas dele no Portal da Crônica Brasileira). 

- Chico Buarque: Perfis do Rio, da Regina Zappa (Relume Dumará/RioArte, 1999). Foi engraçado ler esse aqui depois de Bambino a Roma, porque algumas informações e anedotas trazidas pela Zappa também foram utilizadas pelo Chico para o desenvolvimento da narrativa dele (a bicicleta cromada, a namoradinha do colégio...), então foi um surpresa agradável ir encontrando as semelhanças entre um e outro. O objetivo do livro em questão é realizar um perfil do Chico -- não é uma biografia! Gostei bastante do início do livro, das conversas da Zappa com o Chico, o relato dela de como é o backstage de um dos shows dele, os relatos das pessoas que trabalham com ele. Da metade para o final algumas partes vão ficando menos interessantes, particularmente os capítulos em que Zappa entrevista a Marieta Severo e as filhas do Chico. Um perfil é para ser algo pessoal, claro, mas nesses momentos tive a impressão de que muito da vida pessoal dele foi exposta (isso vindo de alguém que gosta de ler cartas e diários). Ainda assim, gostei de ler sobre o processo criativo do Chico, como ele trabalha, as anedotas da juventude dele.

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Eu ia escrever um post só para a resenha de Bambino a Roma, mas descobri que deveria ter começado a escrever assim que terminei o livro (a ideia está mais fresca na cabeça) e não quase um mês depois (a ideia já começou a apodrecer). E também que não deveria ter lido a resenha do Odorico Leal antes, o que me deixou seriamente desmoralizada e descrente na minha capacidade de resenhista. Acabou que, no final das contas, nem um parágrafo saiu. Lições aprendidas: 1) escrever o quanto antes; 2) não ler a resenha dos outros antes de terminar de escrever. Bola pra frente.

Bom, esse foi o meu mês (agosto quase não conta). Só autores nacionais! Escrevendo esse post fui perceber que o único livro da lista que não é de segunda mão é o Bambino a Roma, já que é um lançamento. O resto é fruto dessa minha honrada labuta como rato de sebo.

31 de mar. de 2024

Leituras de fevereiro e março

Em janeiro eu escrevi "espero conseguir manter três livros por mês como um mínimo para o resto do ano" e aí eu imediatadamente caí ladeira abaixo e li só um livro em fevereiro. C'est la vie. Vamos começar pela leitura de fevereiro:

1. Sense and Sensibility, Jane Austen. Eu comecei a escrever uma resenha de Sense and Sensibity, mas estou tão acostumada com as maravilhas do Google Docs e o recurso de salvar automaticamente que me esqueci que estava no LibreOffice e em algum momento fechei tudo sem salvar. Nessa eu perdi tudo o que eu tinha feito, que era basicamente metade da resenha. Eu ia tentar resumir o que tinha escrito aqui, mas desisti, vou reescever essa resenha e ainda publico ela aqui um dia.

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Em março consegui recuperar meu ritmo. Vamos lá:

1. The Bell Jar, Sylvia Plath. Eu bem disse que lendo em inglês eu iria conseguir terminar esse aqui. Comecei em um dia e terminei no outro. Faz um bom tempo que eu não leio um livro que a narrativa é e tão envolvente a ponto de não perceber o tanto de páginas que já li. Certamente é um que vou revisitar em breve.

2. Essa gente, Chico Buarque. Do Chico eu tinha lido somente O irmão alemão, no ano retrasado, que eu gostei bastante. Com esse aqui não foi diferente. É um retrato muito bem construído desses nossos últimos anos e acredito que tem o potencial de, futuramente, ser lembrado por conta disso (estou chutando). Eu gosto demais do Chico como músico, tenho que ler mais coisas dele. Para quem não está acostumado com o gênero epistolar pode ser um pouco díficil no começo, mas vale a pena persistir.

3. A hora da estrela, Clarice Lispector. Eu vou ser honesta e dizer que nem comentário genérico eu tenho. Gostei demais mesmo. Eu já tinha história com A hora de estrela antes mesmo de ler, mas não vou contar porque é pessoal demais. Tenho um bocado de livros da Clarice por aqui, de uma época que eles estavam com um preço bom (e não era eu quem pagava pelos meus livros...). Ler um por mês seria uma boa.

4. O conto da ilha desconhecida, José Saramago. O último que li do Saramago foi O ano da morte de Ricardo Reis, lá em 2019 (cinco anos atrás? Socorro...). Nunca tinha lido uma narrativa mais curta dele (excetuando A maior flor do mundo, que eu não me lembro de mais nada sobre, desculpa), mas o conto retém bastante do estilo dele e pode ser uma boa opção para quem tem medo do Saramago (apesar de que não existe motivo para tal coisa, tenha confiança e inicie por um dos romances mesmo). O conto da ilha desconecida é bem curtinho e terminei de uma vez só.

5. Até o dia em que o cão morreu, Daniel Galera. Do Galera eu li Barba ensopada de sangue uns mil anos atrás e desde então mais nada. A prosa dele é absurdamente fluida. Iniciei e terminei a leitura no mesmo dia. Acho que tenho que reler Barba ensopada de sangue. Se antes eu já queria ler Cordilheira agora quero mais ainda: é bobagem, mas estou curiosa para saber como ele escreve uma narradora feminina, já que tanto as mulheres de Até o dia... quanto as de Barba... são constantemente enviesadas pelo olhar do narrador masculino.

2 de fev. de 2024

Leituras de janeiro

Está liberadíssimo fazer postagem de janeiro em fevereiro. 

Em janeiro, li três livros. É um número que eu considero baixo (para mim), ainda mais levando em consideração que li os dois primeiros na primeira semana do mês e depois disso meu ritmo de leitura despencou drasticamente. Ainda assim, espero conseguir manter três livros por mês como um mínimo para o resto do ano.

1. Animal Farm, George Orwell

Do Orwell eu havia lido apenas duas antologias de ensaios, Some Thoughts on the Common Toad e Books v. Cigarettes (ambos merecem resenhas, fica pra próxima). Gostei horrores dos ensaios, mas confesso que não lembro se Animal Farm parou na minha estante depois ou antes de eu ter lido eles (inclusive, estou tentando lembrar onde comprei ele e não faço a mínima ideia, só sei que foi em sebo). De qualquer forma, Animal Farm é um clássico e sempre acho meio complicadinho falar sobre os clássicos, é algo que ainda tenho que superar.

A edição que eu tenho é da Penguin English Library, que recomendo por conta dos dois paratextos presentes: o primeiro é uma proposta de prefácio do livro, assinada pelo próprio Orwell, que não foi publicada na primeira edição (de 1945), mas cujo texto datilografado foi posteriormente encontrado e publicado em 1972. O segundo texto é o prefácio da edição ucraniana -- da qual Orwell não recebeu os royalts, já que ele os recusava quando a edição era uma tradução voltada para um público que, em geral, não tinha condições financeiras de comprá-la. Um detalhe curioso é que o original em inglês desse prefácio foi perdido, então tiveram que traduzir a tradução do ucraniano de volta para o inglês.

Orwell entrou no domínio público em 2021, e se antes disso já tínhamos algumas traduções brasileiras, agora temos uma porção: Melhoramentos, Antofágica, Companhia das Letras, Buzz, Biblioteca Azul, Martin Claret... só para citar algumas das editoras que (re)lançaram uma edição em 2021. Não sei qual recomendar pois desconheço todas, mas deixo a sugestão de, caso não seja possível a leitura do inglês, procurar pela tradução desses dois prefácios.

 

2. O menino do dedo verde, Maurice Druon (trad. D. Marcos Barbosa)

Esse estava pegando poeira na minha estante há anos (uns 15, sem exageros). A minha edição é a 81ª, de 2007, e pelo jeito em 2017 a José Olympio reeditou a obra, que já não conta mais com as ilustrações da Marie Louise Nery (lindíssimas). A tradução é do D. Marcos Barbosa, que também traduziu O Pequeno Príncipe. Não vou ficar dando muitas voltas aqui, não tenho muito o que falar. Foi bonito, sim, e é o tipo de livro que vale a pena ler quando criança para depois revisitar, quando adulto.


3. O Melhor de Caio Fernando Abreu, Caio Fernando Abreu

Ótima seleção de textos do Caio F. feita pela editora Nova Fronteira. Para ficar completinha mesmo faltou só a novela "Pela noite", que, na minha opinião, é o Caio no auge, mas entendo que a novela é grandinha e o objetivo do livro é reunir somente os contos e crônicas. Destaque para os contos "O Príncipe Sapo" (o primeiro texto que ele publicou!), "Aqueles dois" e "Linda, um história horrível", a crônica "Agostos por dentro" e as duas cartas para além do muro (clássicas).

Vira e volta ouço comentarem que o Caio vive sendo citado em redes sociais, que é um autor que sempre tem uma frasezinha para legenda de foto e por isso já está batido. Vou ser honesta, nunca vi. Ou é porque já tem anos eu não uso rede social direito, ou é porque meus colegas não leram o Caio para ficar citando por aí. De qualquer forma, acho o Caio F. ótimo, principalmente os trabalhos em que ele já tinha alcançado sua maturidade como escritor (como em "Pela noite"!).

E, na verdade, essa foi um releitura. Anos atrás, esse livro foi um dos primeiros contatos que eu tive com o Caio F., junto com a trilogia de antologias O essencial da década de 70/80/90, outra seleção também ótima da Nova Fronteira ("Pela noite" está na década de 90!). Bizarro pensar que fazem quase dez anos que o li pela primeira vez. O legal foi que, na primeira leitura, deixei marcado no índice os meus textos favoritos, que foram 11 no total. Desses 11, na leitura atual, considerei favoritos apenas 3, mas, em compensação, amei outros 6 que nem me lembrava de já ter lido um dia. A conta ficou negativa, eu sei, mas acontece que eu fiquei mais chata também.

***

Ohh, primeiro post de leituras do ano. Primeiro do blog também. Era para ter uma fotinho dos livros, mas não foi dessa vez não, desculpa. Não estava no pique de tirar foto, editar foto, não gostar da foto, tirar outra foto, etc (péssima blogueirinha). Também não era para os comentários terem ficado tão extensos, mas não quis fazer um post separado para cada um, já estamos em fevereiro e quero pensar nos livros de fevereiro. O plano é: os livros que eu achar que tenho o suficiente para uma resenha independente vão ter um post próprio, o resto vai ter que se contentar com um comentariozinho no post do mês mesmo. Em breve as aquisições de janeiro. Au revoir.