24 de fev. de 2026

Leituras de janeiro/26

Da última vez que eu viajei eu carreguei comigo cinco livros (o otimismo!) e não li nenhum deles. Por conta disso, dessa vez levei comigo somente meu leitor digital e um único livro (Persuasion, da Jane Austen) que, para não perder o costume, não li.

Eu não sou de ler não ficção, mas foram essas as leituras de janeiro. Eu comecei dois livros (How to Do Nothing: Resisting the Attention Economy, da Jenny Odell, e Stiff: The Curious Lives of Human Cadavers, da Mary Roach) mas a leitura não estava rendendo e nem sei se vou chegar a terminá-los algum dia. How to Do Nothing não era bem o que eu imaginava e a leitura foi ficando arrastada. Stiff é um bom livro, e a Roach uma boa escritora, mas teve uma hora que ficar lendo sobre cadáveres durante as férias estava sendo meio... ahnn... maçante (não sei se essa é bem a melhor palavra, mas não encontrei melhor) quando eu só queria pensar em sol, passarinho e nas ondas do mar. Mas não é um livro ruim! Ele é o que tem mais chances de eu terminar, comparando com o primeiro. A Roach tem outro livro, Bonk: The Curious Coupling of Science and Sex, que eu estou curiosa para ler.

Acho que por causa do livro da Odell eu acabei esbarrando no The Art of Noticing: 131 Ways to Spark Creativity, Find Inspiration, and Discover Joy in the Everyday, do Rob Walker. O título é bem auto explicativo: o autor oferece um leque de sugestões para que o leitor possa ter uma percepção melhor do espaço a sua volta. Na verdade, o que o Walker faz é reunir diversas iniciativas (individuais ou não) de outras pessoas, citando tudo direitinho. As sugestões são divididas por categorias (visão, audição...) e o próprio autor, na introdução, recomenda uma leitura do livro que não seja início-meio-e-fim, mas uma leitura em partes e pautada pelos interesses do leitor -- eu mesma acabei me interessando muito mais pela parte que engloba o olhar e não dei tanta atenção assim para o restante.

Como estava pensando muito em passarinho, li A Pocket Guide to Pigeon Watching: Getting to Know the World’s Most Misunderstood Bird, da Rosemary Mosco, depois de ler a resenha no blog d'A Passarinhóloga. Ele é um livro curtinho e muito informativo sobre essa criaturinha tristemente incompreendida: o pombo. Eu não tenho nada contra pombos e respeito todos os passarinhos igualmente. Não tenho asco deles e sim pena dessa vida ingrata que o pombo urbano vive. A Rosemery Mosco faz um resumo da história do pombo tratando eles com ternura, além de trazer várias informações biólogicas que eu nunca saberia se eu não estivesse lendo um livro sobre pombos. Fiz a leitura no e-reader e me arrependi um pouco, já que a autora traz várias ilustrações para discorrer a respeito da coloração das penas dos pombos e o meu e-reader tem tela preto e branco (ele é um idoso)... então fiquei olhando para vários pombinhos igualmente cinzas.

Que post atrasado. Até semana que vem no post das leituras de fevereiro.

8 de fev. de 2026

Dois anos no litoral

O post está um pouco atrasado, mas no dia 31 de janeiro esse blog que você acessa agora completou dois anos de existência. É de longe o meu blog a resistir mais tempo, e me arrisco a dizer que até entre meus projetos pessoais em geral esse bloginho é um sobrevivente. 

Ano passado estive meio sumida, iniciava uns rescunhos e não terminava nada. Algumas semanas atrás fiz uma limpa e agora eu finalmente tenho mais posts publicados do que rascunhos. Eu gosto de ter o blog, gosto de escrever aqui, e espero estar mais presente em 2026.

No primeiro aniversário do blog eu fiz uma listinha com as postagens mais acessadas do ano. Quero transformar isso em tradição, então segue o top 5 desse segundo ano. Três dos cinco são posts que eu gosto muito, os outros dois não cheiram nem fedem, na minha opinião.

1. Terça-feira à noite

2. O Instagram Me Trancou Do Lado De Fora E Agora Eu Sou Livre

3. Sem título IV

4. 16 de julho

5. Fascínio

Muito obrigada a você que tira um tempinho pra acessar esse blog e ler minhas bobagens. Significa muito para mim.